anéis de segmento

Anéis de segmento: o que são e qual é a função dessas peças?

Os motores dos veículos têm uma infinidade de peças e sistemas que, em muitos casos, são extremamente complexos e funcionam em conjunto com diversos outros elementos. Um exemplo de peças utilizadas nos motores são os anéis de segmento.

Basicamente, se tratam de um elemento composto de 3 itens que têm funções essenciais dentro do motor. Pensando na importância do assunto, resolvemos escrever este artigo para explicar melhor o seu funcionamento.

Nele, definiremos o conceito, os principais tipos, função exercida por cada um deles e eventuais problemas que podem acontecer. Acompanhe!

O que são os anéis de segmento?

Anéis de segmento são peças utilizadas em motores à combustão ou explosão, bem como em outros equipamentos. Além dos veículos, ferramentas como motosserras, embarcações e diversas outras máquinas também podem ser equipadas com esse elemento.

Esses anéis são construídos em formato cilíndrico e são muito importantes para o funcionamento adequado desses motores dos veículos. Os materiais que são utilizados na fabricação dos anéis de segmento são o aço, ferro fundido, bronze entre outros compostos.

Quais são os principais tipos de anéis de segmento?

Os anéis de segmento são divididos em três tipos. Para conhecer o funcionamento e demais pontos vinculados a essas peças é imprescindível saber quais são cada um deles. Continue lendo e descubra!

Primeiro anel

O primeiro anel é o que fica bem próximo da cabeça do pistão. Ele tem como função principal conter a pressão ocasionada pela explosão dos cilindros. Isso faz com que seja evitada a perda de pressão no momento do segundo tempo do motor, o que é chamado de compressão.

Segundo anel

Também temos o segundo anel, que vem logo abaixo do anterior. Ele tem duas funções: primeiro, reter a compressão assim como o primeiro faz. O outro objetivo desse anel é criar uma película de óleo no momento em que ele raspa as paredes internas do cilindro.

Terceiro anel

O terceiro e último anel raspa o excesso de óleo e cria uma película fina de lubrificação. Dessa forma, os outros anéis conseguem gerar um atrito mínimo entre eles. Isso evita de forma considerável o desgaste entre os anéis e o cilindro.

A posição de cada um dos anéis que estão nos pistões dos veículos deve obedecer a uma ordem de grau e geométrica para que cada um deles exerça devidamente sua função, que discorreremos com mais detalhes no próximo tópico deste artigo.

Quais são as funções exercidas por cada um deles?

Entendido o conceito e os 3 anéis que compõem essa peça é importante aprofundar um pouco mais sobre as funções que cada um deles exerce. Acompanhe!

Anel de compressão

O anel de compressão tem como requisito básico a segurança da pressão da câmara de combustão, como mencionamos. Para tanto, ele tem um perfil especial para garantir que exista o mínimo de contato entre esse anel com o cilindro. Com isso, é possível ter mais vedação.

Anel Raspador

O Anel Raspador é visto na descida do pistão. Nesse caso, o anel remove um pouco do óleo que fica grudado na parede do cilindro. Ele também atua de forma muito importante no controle da pressão desse elemento. Ou seja, uma de suas funções é trabalhar em conjunto com o primeiro anel.

Anel de óleo com mola ou sem mola

Por fim, o conjunto de anéis e molas de expansão tem como objetivo principal remover o lubrificante que fica no cilindro a partir dessa descida do pistão. Nesse sentido, os anéis têm como objetivo fazer a raspagem e a mola, por sua vez, assegura que a pressão dos mesmos contra o cilindro seja mantida.

O óleo que foi removido pelos anéis percorre dois caminhos até que ele chegue no cárter, bem como nos canais internos e nas laterais da saia do pistão.

Quais são os possíveis problemas que podem acontecer?

Os anéis de segmento podem sofrer deformações dentro do próprio motor — e isso pode acontecer por diversos motivos. Essas mudanças permitirão o surgimento dessas falhas que acontecem tanto na área de contato com o cilindro quanto entre anel e pistão.

Essa deformação pode fazer com que os gases de combustão e óleo subam pela câmara de combustão e, por fim, sigam até chegar ao cárter. Ao se unir aos gases e a mistura de ar, e combustível é possível verificar a saída de fumaça pelo escapamento.

Além disso, o aumento no consumo de óleo no motor aumenta a emissão de poluentes e diminui o desempenho do motor. Falhas nessas peças também geram a formação de carvão nas canaletas do pistão, levando o travamento dos anéis. Por fim, é possível que eles levem o pistão a se quebrar graças a trepidação do anel dentro do cilindro.

Quais são as principais causas dessas deformações?

Entre as principais causas de deformação podemos destacar a falta de manutenção. O pó e a limalha de metal ao entrar nos cilindros aumentam a abrasam nos anéis, o que causa um tipo de deformação. Para evitar isso é necessário trocar os lubrificantes, filtros de óleo e de ar no tempo correto.

A retífica incorreta com acabamentos grosseiros nas laterais do cilindro o transforma em uma lixa para os anéis de segmento, o que acelera de forma significativa o desgaste. O polimento em excesso atrapalha a adesão do óleo das paredes. Dessa forma, a lubrificação fica bastante comprometida.

Outro problema é a falha de manuseio. Apesar de serem muito resistentes ao atrito e temperatura, os anéis de segmento são muito frágeis. Uma pequena torção feita na peça pode levar a sua deformação e, portanto, o surgimento de fissuras e em seguida seu rompimento.

Por fim, podemos concluir que os anéis de segmento são essenciais para o perfeito funcionamento de um veículo. Conhecendo bem suas funções e os possíveis problemas que podem acontecer, você poderá oferecer um bom suporte e assistência preventiva aos clientes da sua oficina, bem como solucionar eventuais problemas que podem acontecer com os veículos de pessoas que entrem em seu estabelecimento.

Gostou deste artigo? Se você quiser saber mais sobre esse e outras peças do seu veículo entre em contato conosco e veja como podemos ajudar.

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