A troca de óleo é um dos serviços indispensáveis ao setor automobilístico. A cada 5 ou 10 mil quilômetros, todo carro deve passar por esse tipo de manutenção. Comumente, os filtros de ar, combustível e óleo também são verificados e substituídos dentro desse prazo.

Para aqueles carros que passam a maior parte do tempo na garagem, a realidade não é diferente. A manutenção dos fluidos precisa ser realizada a cada 6 meses para evitar as “borras”, entupimentos e outros prejuízos ao motor. Além disso, mesmo as oficinas que não são especializadas em troca de óleo executam essa atividade, sobretudo, quando a manutenção do motor é necessária.

Isso significa que implementar o serviço de troca de óleo na oficina mecânica pode ser um bom investimento. Que tal descobrir quais aspectos merecem atenção? Continue a leitura e confira neste artigo!

Vantagens de oferecer a troca de óleo

A troca de óleo pode se tornar um diferencial e alavancar o seu empreendimento. Entre as principais vantagens estão:

  • ampliação dos lucros;
  • aumento do potencial de captação e fidelização dos clientes;
  • oferta de serviço especializado;
  • expansão do valor global do empreendimento;
  • visibilidade e reconhecimento no mercado;
  • investimento reduzido (possivelmente a oficina já tem alguns equipamentos, conhecimento técnico e espaço que pode ser destinado à troca de óleo);

Aqueles que desejam investir um pouco mais para aumentar a venda de produtos e serviços podem aproveitar o ambiente para oferecer aos clientes algumas peças e serviços, como extintor de incêndio, palhetas, higienização do veículo e do ar-condicionado, limpeza e substituição do fluido do sistema de arrefecimento e outros acessórios.

São muitas as vantagens, não é mesmo? Veja, agora, são os principais aspectos a serem considerados.

Implementação da troca de óleo

Para montar o serviço de troca de óleo na oficina e oferecer aos clientes qualidade, praticidade e agilidade, é indispensável prestar atenção a alguns aspectos. Cada local tem suas especificidades e o nível de adaptação necessária a cada oficina variará, por exemplo, em razão do tamanho, disponibilidade de ferramentas, equipamentos, número de colaboradores e capacidade de investimento.

Instalações

A estrutura da oficina é muito importante na hora de implementar a troca de óleo. Além de acomodar corretamente os veículos e consumidores, ela precisa cumprir todas as exigências dos órgãos fiscalizadores. Ou seja, estar em dia com suas obrigações locais, regionais e nacionais no que diz respeito ao imóvel, ao tipo de negócio e à legislação ambiental.   

O responsável pela oficina precisa adotar os procedimentos necessários para evitar as contaminações do ambiente, do óleo a ser descartado e de outros compostos químicos. Ao entrar em contato com água, gasolina e outros líquidos, torna-se inviável a reciclagem do “óleo queimado”.

Verifique o melhor local para a instalação da troca de óleo. Geralmente, cerca de 50 metros quadrados são suficientes. O espaço precisa acomodar o veículo e todos os equipamentos necessários e, se possível, um pequeno estoque para agilizar a operação. Talvez seja preciso adaptar a rede elétrica. Portanto, fique de olho nisso.

Você poderá utilizar o espaço de recepção, banheiros, sala de administração, entre outros, da própria oficina. Não se esqueça de que a aparência é importantíssima para cativar o público. É indispensável manter tanto o ambiente da troca de óleo quanto o restante da oficina limpo, organizado e com aspecto agradável.

Equipamentos

Verifique quais equipamentos já adquiridos podem ser destinados às trocas de óleo sem prejuízo para a oficina. Caso necessário, invista em equipamentos de qualidade, como chave de remoção de filtro, funil 2 curvas, seringa de sucção, pingadeira, bomba de óleo de câmbio, coletor de óleo com torneira e rodas e demais ferramentas indispensáveis.

Adquira ou destine um ou mais elevadores existentes para a troca de óleo. Ele deve ser utilizado exclusivamente para esse fim para não atrapalhar o fluxo da oficina ou inviabilizar as trocas. Caso a vala seja a opção mais adequada ao espaço, você poderá contratar um serviço de construção ou fazer a compra com empresas especializadas.  

Além dos equipamentos básicos, a uniformização dos colaboradores e a utilização de materiais de proteção para os veículos (filme plástico para o volante, mantas para o capô e bancos, etc) é interessante. O uso desses acessórios dá à oficina credibilidade junto ao cliente, pois demonstra zelo e cuidado com o veículo.

Colaboradores e treinamento

Possivelmente, os profissionais da oficina já estão aptos a realizar as trocas de óleo, filtros de demais serviços relacionados, uma vez que eles já atuam no segmento e, por vezes, realizam atividades de maior complexidade. Caso necessário, invista em capacitações e treinamentos, inclusive, no que diz respeito ao manuseio dos equipamentos e produtos e ao atendimento ao cliente.

Requisitos legais

Adicionar a especialidade de troca de óleo a oficina não necessitará de muitas alterações documentais. O ideal é verificar quais requisitos já são atendidos pela empresa. Em geral, é necessário que ela tenha um CNPJ e esteja registrada nos seguintes órgãos:

  • Junta Comercial;
  • Prefeitura (alvará);
  • Caixa Econômica Federal (INSS e FGTS)
  • Corpo de Bombeiros;
  • Vigilância Sanitária;
  • registro de enquadramento na Entidade Sindical.

Além disso, a empresa deve estar atenta ao Código de Defesa do Consumidor e ao Estatuto da Micro e Pequena Empresa, se for o caso.

Produtos e precificação

No que diz respeito aos produtos, não há muitas novidades. O segredo é construir um estoque com a maior variedade possível de fluidos, já que cada carro utiliza um tipo de óleo específico. O mesmo vale para os filtros de óleo, ar e cabine. Palhetas, extintores e outros acessórios também são bem vindos.

Contar com peças de reposição otimiza a manutenção e reduz os custos. Compras no sistema de atacado costumam valer mais a pena. Priorize os fornecedores com os melhores produtos e condições de pagamento. Faça parcerias e jamais invista em produtos de baixa qualidade.

Na hora de calcular o valor do trabalho, será preciso considerar pelo menos três aspectos: custo da peça, tempo para execução da troca e custo da hora de trabalho do profissional. Com esses dados em mãos você poderá estabelecer um preço. Lembre-se de que os valores devem ser compatíveis com a realidade do mercado. O mesmo vale para o percentual acrescentado na revenda de peças.

Atentando-se a esses aspectos você poderá montar a troca de óleo na oficina com tranquilidade. Após ler este artigo, você descobriu que as instalações, o investimento em produtos, equipamentos, colaboradores e o respeito à legislação são os principais aspectos a serem analisados.  

Como você viu, a troca de óleo pode ser um negócio vantajoso. Entretanto, não se esqueça de que você está expandindo o empreendimento e realizando um investimento. Isso quer dizer que a gestão correta dos recursos e um bom planejamento são imprescindíveis, pois o retorno inicialmente ocorrerá em médio e longo prazo.

Agora que você já sabe exatamente como montar a troca de óleo, confira o nosso artigo sobre a gestão de resíduos. Certamente, ele será muito útil à nova etapa da sua empresa!