Para que se possa conquistar um futuro mais tranquilo e boas condições para a família, existem algumas opções no mercado sendo uma delas abrir uma empresa — no nosso caso, uma oficina. Quem busca seguir nesse caminho pode tanto abrir um negócio próprio, criando o seu nome no mercado, ou então optar por um modelo de franquia de oficina.

Cada um desses tipos de negócio terá seus benefícios e também pontos desfavoráveis, mas para que você consiga entender melhor cada um deles, fizemos uma análise dos dois caminhos, para que seja possível tirar as suas próprias conclusões a respeito de qual se enquadra mais nos seus planos. Confira!

A montagem do negócio

Na hora de montar uma oficina vários aspectos devem ser levados em consideração: desde o tipo de serviços oferecidos e a contratação de mão de obra até a definição do melhor ponto comercial. Nessas horas, quem faz a opção por uma franquia tem algumas facilidades. 

Isso porque o modelo comercial amadurecido pode oferecer alguns atalhos, indicando fornecedores e mostrando quais as formas mais práticas de resolver alguns destes ajustes iniciais. Por outro lado, quem busca montar todo o negócio tem a possibilidade de fazer algo mais personalizado e isso influencia inclusive na definição do ponto da loja.

Como é natural que franquias trabalhem com um mapeamento que indica quantas oficinas da marca podem haver em cada região, talvez você tenha limitações de atuação que possam te incomodar, algo que não existe para donos de negócios próprios.

O ritmo de evolução da oficina

Como já passaram por vários tipos de problemas e até conseguiram ver algumas dificuldades se repetindo a cada novo franqueado, as marcas franqueadoras costumam ter um manual de abertura de novas oficinas já mais bem estruturado.

Isso faz com que aumentem as chances de que um franqueado consiga colocar a sua oficina em funcionamento de maneira mais organizada e em menos tempo, o que pode refletir inclusive no retorno financeiro.

O proprietário de uma oficina autônoma, por outro lado, tem a tendência de ter um ritmo de evolução um pouco mais lento. Como ele enfrentará vários problemas pela primeira vez, encontrará soluções de forma mais demorada. Nesses casos, quanto mais precavido e maior for o nível de planejamento do empreendedor, melhor.

A participação no mercado

Um dos maiores benefícios de se optar pelo modelo de franquia é conseguir aproveitar a força da marca. Tendo em vista que o mercado tem mais conhecimento a respeito da forma de trabalho e dos preços praticados, normalmente, o franqueado consegue ter uma aquisição de clientes mais facilitada.

Outro fator que ajuda bastante é que o investimento em marketing costuma ser mais reduzido, pois como há um grupo reforçando o caixa, acumula-se um valor maior para a divulgação.

Já no caso de quem tem uma oficina própria, pode ser que o volume de clientes demore um pouco mais a aumentar e que sejam exigidos mais investimentos em publicidade. Contudo, é muito importante lembrar que todos esses investimentos serão feitos de acordo com o desejo do dono da empresa.

Em alguns casos de franquia, é comum que a divulgação seja feita de forma ampla e não focada em um ponto ou região. Assim, se o franqueado quer fazer uma ação mais direcionada, além de pagar o fundo de marketing comum, ele precisa reservar mais uma quantia para ações individuais.

O retorno do investimento

Naturalmente, o risco que se tem ao adotar um modelo de franquia é menor do que o empreendedor que decide abrir um negócio próprio. Tanto é que as linhas de crédito para quem segue um modelo de franchising costumam ser mais acessíveis em relação a quem pretende abrir um negócio sozinho.

Com um modelo já bem estruturado e programado, e com clientes mais pré-dispostos, a franquia costuma sair na frente quando o assunto é velocidade de retorno. Porém, como esse modelo exige que uma parte dos recebimentos seja dividido com a franqueadora, no longo prazo, o franqueado pode se sentir mais limitado no que tange aos lucros.

Assim, quem possui um negócio próprio terá um pouco mais de dificuldades no início, mas depois que conseguir atingir o ponto de equilíbrio, não há limites para a entrada de receita.

O perfil de gestão

Considerando todas as particularidades de cada um dos dois modelos de negócio, não é possível dizer qual é melhor ou pior. Na verdade, somente quem poderá dizer isso é quem está buscando abrir a oficina.

Se por um lado, o modelo de franquia traz uma plataforma de negócios bem estruturada, que consegue transmitir mais segurança e o acompanhamento de empresários mais experientes, além de treinamentos e indicações de qual o melhor caminho a ser seguido, por outro lado, essa opção é bastante limitadora.

Afinal, todo franqueado tem uma série de regras que devem ser cumpridas, fazendo com que a autonomia seja bem reduzida e também a criatividade. Já para o empreendedor que opta por ter a sua oficina com total liberdade (de processos, fornecedores, opções de investimentos, localização), a dificuldade pode um pouco maior para começar a fazer o negócio a engrenar.

Isso pode tomar um pouco mais de tempo e fazer com que os recursos financeiros sejam um problema a ser vigiado bem de perto. Contudo, uma vez que se consegue amadurecer o negócio até um patamar que torne a empreitada um negócio estável, o horizonte para o crescimento é o da própria gestão. Sendo assim, a definição por qual caminho seguir dependerá muito mais do perfil do empreendedor do que de os outros fatores.

Aos que preferem os desafios individuais e são mais tolerantes aos riscos, soa melhor a criação de uma oficina por conta própria. Já para aqueles que preferem um caminho mais bem pavimentado, mesmo que seja mais limitado e conservador, tudo indica que se darão melhor com o modelo de franquia.

E você, qual tipo de negócio parece mais interessante: oficina própria ou uma franquia de oficina? Use o espaço dos comentários para nos contar qual modelo prefere e por quê. Se já fez a sua opção e tem mais algumas dicas para quem ainda anda tentando tomar uma decisão, sinta-se à vontade. Queremos saber o que você pensa a respeito do assunto.