Em um mercado cada vez mais competitivo, ter uma boa gestão financeira pode ser o diferencial que a sua empresa procura. Mas o que será que é preciso para fazer esse processo da melhor maneira possível? 

Neste guia rápido de gestão financeira em pequenas empresas, você vai compreender em que deve ficar de olho e que ferramentas deverão ser utilizadas para otimizar seus processos e gerir o seu negócio da melhor forma, e com os melhores resultados. Então continue lendo e confira!

Separe as suas finanças das empresariais

Para todo empresário que quer começar com o pé direito a organização financeira empresarial, o primeiro passo deve ser a separação entre as suas finanças pessoais e as da empresa

Assim, além de obedecer a um dos princípios básicos da contabilidade — que é referente a necessidade de diferenciar  o que é patrimônio da pessoa física e da pessoa jurídica — você ainda estará garantindo a organização das suas finanças.

Afinal, reconhecendo de forma isolada as contas da pessoa física e da pessoa jurídica, é possível ter uma visão mais realista e correta das finanças empresariais. Com contas-correntes, cartões de débito e crédito separados, você saberá exatamente quanto a sua empresa está gastando e quanto dinheiro ela possui.

Para isso, antes de tudo, é preciso separar bem as contas-correntes e cartões. Além disso, evite levar as contas pessoais ao escritório e para casa as contas empresariais — até mesmo para que essas não sejam pagas de forma equivocada ou por engano. 

Ainda, para que o dinheiro da empresa seja usado pelos sócios de forma correta, deverá ser feita a retirada de lucros ou o pró-labore, que é a remuneração pelos seus trabalhos na empresa.

Elabore o controle de fluxo de caixa

A gestão financeira em oficinas mecânicas ainda tem outro forte aliado: o fluxo de caixa. Basicamente, se trata de uma ferramenta financeira que não só auxiliará na organização financeira da sua empresa, mas também permitirá dados para análises gerenciais. 

Portanto, a elaboração do fluxo de caixa deverá contar com os saldos de caixa, bancos e também aquelas aplicações de liquidez imediata.

Além disso, devem ser reconhecidos os valores de entradas — normalmente ligadas a valores pagos por clientes — e pelas saídas, relativas a pagamentos de contas que fazem parte da rotina da oficina, como compra de mercadorias, aluguel ou pagamento de funcionários.

Então, comparando-se todos esses elementos no final do período, será conhecido o fluxo de caixa que representa as disponibilidades da empresa para gastar, de acordo com suas necessidades.

E vale ressaltar que esse valor permite o seu planejamento financeiro e ainda possibilita uma visão de como estão os seus gastos. Já que, quando utilizado de forma categorizada, ele mostra onde o dinheiro está sendo investido e gerado.

Calcule corretamente o preço de venda e ponto de equilíbrio

Mais do que conhecer os seus gastos e receitas, é preciso entender como eles impactam no seu resultado e como é calculado o seu preço de venda.

Isso significa que, com base nos custos, nas despesas e no delineamento do seu processo produtivo, uma gestão financeira campeã deverá definir, de forma objetiva, o correto preço de venda de produtos e serviços.

É a partir dessa definição que será possível saber quanto cada produto ou serviço contribui — tanto de forma isolada quanto de forma global — nos resultados. Permitindo, assim, cortes ou substituições, incentivo a linhas de produtos ou serviços, ou diferentes estratégias de vendas. 

Na sequência, com base nesses dados, é possível definir o ponto de equilíbrio, que nada mais é que a quantidade mínima que deve ser vendida para que sejam cobertos todos os custos e despesas, fixas e variáveis.

Portanto, além de ajudar na saúde financeira da empresa, o cálculo correto do ponto de equilíbrio ainda permite que ela conheça e tome providências em relação a épocas de maior e menor movimento, entre outras estratégias para maximizar os resultados.

Controle seus estoques

Uma boa gestão financeira em pequenas empresas deve estar pautada em outro importante tópico: o controle de estoques.

Isso porque ele permitirá o conhecimento de eventuais erros ou desvios que possam ocorrer com suas mercadorias, assim como as mercadorias paradas — ou até mesmo com a falta delas, o que, com certeza, pode comprometer suas vendas.

Assim, com o uso de soluções interligadas e otimizadas, é possível controlar diariamente como estão as suas entradas e saídas de estoques. O que, além de ajudar a entender o resultado do período, ainda permite calcular com mais precisão o preço correto de venda. E, por consequência, tem impacto direto no lucro de sua empresa.

Fique de olho na inadimplência

Outro ponto crucial de uma boa gestão financeira em pequenas empresas é o controle da inadimplência. Para isso, utilize como aliado o fluxo de caixa, que permitirá o conhecimento de eventuais atrasos ou não pagamentos por parte de seus clientes.

Lembre-se: um controle de inadimplência bem-feito permite agir de forma antecipada e evitar que o seu cliente fique com um grande saldo devedor. Além disso, inclua na rotina financeira dos seus funcionários a conferência do fluxo de caixa, de extratos e relatórios de cobrança bancária.

E, na identificação de atrasos, desenvolva uma política de cobranças cordial, mas objetiva, que busque entender o porquê do não pagamento e auxiliar o cliente a quitar a sua dívida.

Ainda, é preciso ficar de olho nas suas próprias contas, priorizando aquelas que possuem juros mais altos ou que podem gerar cortes no fornecimento de energia, telefonia e de outros insumos necessários para as suas atividades. 

E evite pagar multas e juros desnecessários, gerados por atrasos e esquecimentos, e sempre procure negociar valores e pagar suas contas em dia.

Então, gostou deste post? Aqui você viu que a gestão financeira em pequenas empresas deve sempre estar pautada na separação de contas entre pessoa física e jurídica, na elaboração do fluxo de caixa e no controle dos seus estoques. 

Adicionalmente, é preciso tomar cuidado com a inadimplência, buscar a negociação com clientes e evitar que esses atrasos prejudiquem também as suas finanças!

Agora, para garantir mesmo o sucesso da sua gestão, que tal ler um pouco sobre como deixar de misturar as contas da empresa com as pessoais?