O ano de 2018 tende a ser bastante favorável para o mercado de autopeças no Brasil. Aqueles que trabalham com esse tipo de produto, principalmente oficinas mecânicas, passam a ter uma brecha de atuação interessante e que pode representar um grande potencial de vendas nesse período.

Mas qual é o contexto que levou a esse cenário positivo? Compreendê-lo é essencial para que se possa explorar ao máximo essa oportunidade, maximizando lucros e conquistando a fidelização do cliente por meio de um atendimento diferenciado.

A mudança principal está relacionada com o novo comportamento do consumidor nos últimos anos e que se reflete em possibilidade de grande crescimento no setor. Continue lendo e entenda como isso ocorreu.

A crise econômica mudou o comportamento do consumidor

No cenário de crise econômica nacional, o consumidor médio se viu com o poder de compra reduzido. Com isso, tornou-se necessário reavaliar algumas decisões que antes eram realizadas mais facilmente, de forma a poupar dinheiro a longo prazo, aguardando a estabilização do mercado.

E o setor automotivo sentiu os impactos. Por exemplo, em 2016, no auge da crise, houve uma queda de 20% na venda de carros novos, sendo o quarto ano seguido de retração. Apesar de um indício de recuperação em 2017, com aumento de 9,23%, ainda é pouco perto de um período considerável de queda nas vendas.

Afinal, a aquisição de veículos novos pesa no orçamento do brasileiro médio, que passa a ver a renovação da sua frota como algo supérfluo.

A frota nacional passou a envelhecer mais

Diante das estatísticas dos últimos anos, pode-se perceber uma tendência do mercado brasileiro de envelhecimento da frota atual. A fim de evitar grandes gastos, o usuário passa a manter o seu veículo por mais tempo, adiando o período de troca.

Com carros e motos circulando por mais tempo nas ruas, ocorre uma necessidade maior de reposição de peças derivadas de manutenções mais recorrentes.

As consequências disso podem ser desfavoráveis para as montadoras, que passam a ver as suas vendas reduzidas. Mas o mercado de autopeças se encontra numa posição extremamente favorável neste contexto, permitindo o aumento da cartela de clientes.

O mercado de autopeças se fortalece nesse contexto

Com veículos circulando por mais tempo, mais defeitos aparecem a longo prazo, sendo necessária a reposição de peças mais recorrentemente. E, com isso, os vendedores do setor de autopeças encontram um mercado aquecido para atuar.

A previsão do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes é que, em 2018, ocorra um faturamento de R$ 82,6 bilhões, representando 7,4% de aumento em relação ao ano passado. Ou seja, torna-se extremamente atrativo investir neste setor, não é mesmo?

Isto porque, além das manutenções corretivas, o proprietário de veículos cada vez mais se conscientiza acerca da necessidade de cuidados preventivos, de forma a evitar até mesmo prejuízos maiores em caso de problemas, potencializando os serviços em oficinas mecânicas.

Outro ponto positivo que ajuda a reforçar esse crescimento é o aumento da frota de veículos no país. Mesmo que o número de aquisições de carros e motos novos tenha caído, a venda de itens usados continua crescendo nos últimos anos.

Por exemplo, em 2017, houve um aumento de 1,2%, com 43,4 milhões de unidades circulando em todo o país. Frota aumentada significa mais usuários necessitando de reposições de peça constantemente.

Assim, aqueles que trabalham com autopeças podem se preparar para um aumento nas vendas. Invista em melhorias na sua loja, aproxime-se de bons fornecedores, prepare o estoque e aproveite a brecha de oportunidade.

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